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Infantia, -ae

Ele disse Não conte para ninguém Ele disse Espere-me no portão Ele disse Fica quietinha Ele não disse mais nada Ela ouviu o que ele não dizia Ela não sabia o que ele queria dizer com aqueles sons Ela não sabia o que queria dizer o que era indizível Ela não sabia como dizer: nãoContinuar lendo “Infantia, -ae”

Erosofia

Sonhei que amava um tríptico: Byung (e) Chul (e) Han Dividiam-se comigo Diziam-me na cama em uníssono: Amor, dá-nos somente o que quiseres Jamais o que te pedimos E eu lhes dava Na frente, na boca e por trás Aos três, ao mesmo tempo Sem cansar-me jamais Negava-lhes, porém, o olhar Todo o caos queContinuar lendo “Erosofia”

III

Hoje eu queria estar só Como no útero de minha mãe Um nada Abraçado pela película da vida Desde que nasci Desconheço a solidão Mas me abraça o medo Se eu chorar Quem há de oferecer-me o peito? Quem há de nutrir-me a ilusão De não estar só? Hoje eu queria não estar só ComoContinuar lendo “III”

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